
Assim que sai da barriga da mamãe, o bebê necessita (e merece) diversos cuidados muito simples de serem supridos:
- Aquecimento. A temperatura aqui fora é bem diferente do útero e, tenha acontecido em ambiente hospitalar ou não, o bebê precisa logo ser coberto, pois perde calor rapidamente. O ideal é colocá-lo pele a pele com a mãe e apenas cobrir por cima. Após o parto, a mãe tem sua temperatura corporal aumentada justamente para oferecer este aconchego natural a seu filhote recém-parido.
- Cordão umbilical. Estudos recentes indicam que aguardar o cordão parar de pulsar ou, pelo menos alguns minutos, antes de cortar permitem o bebê receba cerca de 100ml de sangue que ainda está na placenta (o equivalente a um terço de todo seu corpo), o que diminuiria risco de anemia.
- Avaliação. Observar a frequência cardíaca, respiração, tônus muscular, reflexos e cor da pele é o que compõe a nota do teste APGAR realizado logo no primeiro minuto em que o bebê nasce e refeito após 5 minutos. Este teste detecta se o bebê necessita de algum cuidado imediato ou tratamento precoce. E esta avaliação pode ser feita apenas pela observação enquanto o bebê está no colo de sua mãe, sem a necessidade de tirá-lo dali.
- Amamentação. O contato pele a pele nos primeiros minutos de vida do bebê contribui para a produção de ocitocina da mãe, estimulando a produção do colostro e ajudando o útero a se contrair. Mesmo que não mame efetivamente, apenas o contato da boca do bebê com o peito da mãe já é um grande estimulante.
- Primeira hora. Caso o bebê e sua mãe estejam saudáveis, o ideal é que fiquem juntos durante a primeira hora, em contato pele a pele, olho no olho, estabelecendo seu vínculo e se beneficiando deste primeiro momento de adaptação.
Texto de @renatasennadoula
Foto de Márcia Pires Fotografia
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