Assim que o bebê nasce, ele passa por avaliações pediátricas no objetivo de identificar alguma alteração visível.
Antes da alta hospitalar ainda devem ser feitos alguns testes com o recém-nascido, o Teste do Coraçãozinho é um dos primeiros a ser realizado.
TESTE DO CORAÇÃOZINHO
É uma excelente ferramenta de triagem neonatal para rastrear Cardiopatias Congênitas Críticas. Ou seja, é um teste feito para saber se o bebê tem alguma possível alteração no coração. Considerando-se que a incidência desse tipo de cardiopatia é de 1 a 2/1000 bebês nascidos vivos, e que se tratam de cardiopatias que necessitam, na maioria das vezes, de intervenção e tratamento imediatos, podemos perceber o quanto esse teste pode contribuir para salvar vidas.
O teste do coraçãozinho deve ser realizado após as primeiras 24 horas de vida, e antes da alta hospitalar. É indolor, não invasivo e com um custo muitíssimo baixo, já que exige apenas a utilização de um aparelho denominado “oxímetro”. Esse teste pode ser realizada por um profissional de enfermagem, e não exige mais do que 5 minutos para a sua realização.
Portanto, o Teste do Coraçãozinho consiste em realizar a “oximetria de pulso” no recém nascido, após as primeiras 24 horas de vida, e antes da alta hospitalar. Para a sua realização, utiliza-se um sensor externo (oxímetro), que deve ser colocado primeiramente na mão direita e posteriormente em um dos pés do bebê, para verificação de níveis de oxigênio. Havendo nível de oxigênio abaixo de 95% a criança não deve ter alta da maternidade, permanecendo em observação, e a partir daí devem ser realizados os demais exames diagnósticos, de acordo com a prescrição médica, para descartar a possibilidade de cardiopatia congênita grave.
TESTE DA LINGUINHA
A realização do teste da linguinha é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, pois através desse exame poderá se detectar eventuais problemas de fala, como a “língua presa” .
O exame consiste em verificar se existe alteração no frênulo (conhecido como freio), que é a membrana que liga a parte inferior da língua ao assoalho da boca. Caso seja detectada a “língua presa”, um pequeno corte na membrana é realizado.
O Teste da Linguinha deve ser feito, preferencialmente, nas primeiras 24hs de vida pois uma eventual má formação da membrana da língua pode prejudicar seriamente a amamentação e o desenvolvimento da fala.
O exame é simples e rápido. Enquanto o bebê está mamando, o fonoaudiólogo ou outro profissional de saúde capacitado avalia, principalmente, a força de sucção. O Teste da Linguinha não dói, mas gera uma estranheza para o bebê que pode começar a chorar, o que colabora para o exame pois o choro do bebê irá proporcionar melhor avaliação do frênulo.
TESTE DA ORELHINHA
O Teste da Orelhinha é um exame simples para saber se está tudo bem com a audição do seu filho. Um aparelho eletrônico com fone é colocado no ouvido do bebê, o que permite ao médico ou fonoaudiólogo verificar se a criança ouve normalmente. O exame não tem contraindicações e pode ser feito com o bebê dormindo. Recomenda-se que o teste seja feito no primeiro mês de vida, mas todos os bebês devem passar pelo exame.
TESTE DO PEZINHO
O teste do pezinho é um exame feito a partir de sangue coletado do calcanhar do bebê, que permite identificar principalmente as doenças como: Fenilcetonúria; hipotireoidismo; Fibrose cística; Hemoglobinopatias (doenças de sangue, como a anemia falciforme.
O Teste do Pezinho deve ser realizado em todos os recém-nascidos, a partir de 48 horas de vida até 30 dias do nascimento. O ideal, no entanto, é entre o terceiro e o sétimo dia de vida do bebê. Deve-se esperar esses dias porque algumas doenças podem não estar sensíveis ao teste nas primeiras horas de vida do bebê.
Caso teste do pezinho dê positivo para alguma das doenças investigadas, a mãe deverá ser orientada sobre o tratamento e cuidados a partir daquele momento.
Os demais testes e vacinas acontecem no Centro de Saúde de acordo com a idade da criança. Devemos ressaltar que as primeiras vacinas do bebê são BCG e Hepatite B!
Ressalto a importância de seguir a rotina de vacinação do bebê.
Enfermeira Obstetra Ana Angélica Abbas
Face: Maternidade Segura
Insta: @maternidade.segura

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